Na palestra sobre Marketing Político, Tyago Hoffman, diretor operacional do instituto de pesquisas Futura, falou um pouco da importância e da influência das pesquisas no período eleitoral e esclareceu algumas dúvidas sobre as suas características e ferramentas.Existem dois tipos de pesquisa: as qualitativas e as quantitativas. A primeira é utilizada para saber a porcentagem, ou seja, as intenções de voto. Ela pode ser feita através de uma pergunta espontânea do tipo: “Em qual candidato você pretende votar nessas eleições?” ou estimulada (quando se apresentam as opções de candidatos).
A segunda não se preocupa com números e percentuais, e sim com os “por quês”. É ela que direciona as ações de marketing e as estratégias de campanha.
Segundo Tyago, a democracia no Brasil está em processo de amadurecimento, a estrutura política ainda está nos moldes do coronelismo. “Ainda há muito que se aprender e desenvolver no país. Lula é uma unanimidade, todos os políticos querem associar a sua imagem a do presidente, que é a reinvenção do coronel (em âmbito nacional), através do programa Bolsa Família, por exemplo”, comentou.
As pesquisas divulgadas nos jornais são apenas um pedaço, uma ponta do iceberg. A maioria não é divulgada e serve para se definir estratégias e direcionar campanhas.
Tyago destacou também que o profissional que trabalha com o Marketing Político precisa ter muita atenção na construção do personagem, pois uma palavra mal colocada ou uma simples expressão pode virar motivo de piada ou escândalo no mundo da internet rapidamente.
Por Alessandra Mariani
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