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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mercado capixaba em Marketing Cultural

A palestra sobre Publicidade e Cultura do próximo dia 29, vai contar com Anna Saiter como uma das palestrantes. Ela é graduada em Economia e Artes Plásticas pela UFES, com especialização em Conservação de Bens Culturais Móveis pela UFRJ, e mestrado em Memória Social pela UniRio.

Anna já atuou como professora do Curso de Comunicação Social da UVV e foi secretária de Cultura da Serra. Hoje, trabalha como subsecretária de Estado de Patrimônio Cultural do Espírito Santo.

Em entrevista para a equipe 3em1, Anna Saiter disse que apesar do mercado de produção cultural no Estado já se encontrar bastante profissionalizado, do ponto de vista técnico e profissional, as produções maiores necessitam de importação de equipamentos e técnicos, por se tratar de demandas pontuais, que não justificam um investimento grande na compra de equipamentos ou na contratação de técnicos com elevado nível de especialização. “O concerto de natal, da CST, por exemplo, exige a contratação de equipamento e assessoria técnica de outros Estados maiores”, comenta.

Questionada sobre a importância de se terem bons profissionais de publicidade atuando na área de produção de eventos ela nos responde que evento é uma estratégia de comunicação e que necessita, portanto, de ações de natureza criativa e técnica. “É um segmento da economia que está crescendo no Estado, principalmente nos últimos anos com a implementação de arranjos produtivos novos, como a exploração do petróleo, e a ampliação de segmentos, como o de siderurgia”.

Com relação à existência de profissionais verdadeiramente habilitados para trabalharem com produção cultural no Espírito Santo, Anna expõe que já existem alguns profissionais bem qualificados, com projetos de sucesso em andamento, mas ainda não são muitos. É importante lembrar que o mercado de patrocinadores não é tão grande no Estado, onde se constata ainda uma certa resistência por parte de empresas que fazem uso dessa estratégia em seu mix de comunicação.

Apoio, Patrocínio e Visibilidade

Segundo Anna, a Secretaria de Estado da Cultura, como órgão público, não pode patrocinar eventos. Quando apoia, o faz por meio de convênio com alguma entidade cultural sem finalidade lucrativa, desde que tenha como justificar a relevância cultural da atividade. Normalmente são eventos de cultura popular como as manifestações tradicionais: Ticumbi e São Sebastião, em Conceição da Barra; São Benedito, na Serra; Carnaval de Congo, em Cariacica, são exemplos

As empresas privadas no Espírito Santo têm dificuldade em investir em projeto cultural, até mesmo quando a solicitação vai por meio de lei de incentivo à cultura. “Geralmente, as prefeituras que têm lei de incentivo fazem um grande esforço para viabilizar junto às empresas a troca dos bônus concedidos aos produtores culturais com projetos aprovados. Se for pela Lei Rouanet então, que usa recursos do imposto de renda, a participação é ainda menor”, informa Anna.

A visibilidade, no mercado capixaba, das empresas que trabalham exclusivamente com produção de eventos culturais depende da relevância do evento e da qualidade de sua execução. “Há empresas com marcas consolidadas no mercado capixaba e que são sempre consultadas quando se quer desenvolver um projeto de evento, entre elas estão Milanez & Milaneze, Premium e a Multi Eventos”, comenta Anna Saiter.

Editais

Anna destaca que os editais são uma forma de apoio e patrocínio de projetos, a partir de objetos previamente definidos pela Secult e com critérios de participação e seleção transparentes e conhecidos nos editais.

Os editais do Funcultura, estão contribuindo para a solução de um grande problema da produção cultural no Espírito Santo, que é o financiamento e a obtenção de recursos para custear os projetos culturais. Eles selecionam projetos pelo mérito e concedem prêmios para que o proponente possa realizar seu projeto integralmente. “Em 2010, foram mais de 4 milhões de reais para apoiar a produção cultural de forma direta, com os recursos sendo repassados aos proponentes dos projetos selecionados, em todas as áreas da cultura”, diz.

A subsecretária do Secult afirma: “Em alguns projetos, a presença de profissionais, artistas ou produtores culturais com conhecimento e experiência são exigidos para a realização dos projetos selecionados”. Em 2009, a secretaria recebeu pouco mais de 300 inscrições nos editais publicados. Bem diferente foi no ano de 2010, onde foram quase mil inscritos nos 22 editais, em todas as áreas culturais. “ Neste ano, o edital com mais inscritos foi o de Projetos Culturais de Pequeno Porte, para a realização de ações nas áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais, cultura popular e artes integradas”, relatou.

Por Larissa Gotardo

sábado, 25 de setembro de 2010

Incentivo cultural na lei

Está inserida na constituição brasileira que todo o cidadão deve ter acesso à cultura. Entrento, com tanta desigualdade no país, essa lei acaba sendo desrespeitada e as classes desfavorecidas sendo jogadas para escanteio. Segundo dados da IBJE, apenas 10% dos mais ricos consomem 40% de toda a produção cultural.

O Estado por si só, não consegue suprir todas as necessidades para o desenvolvimento cultural do nosso país. Diante desse problema, é que percebemos a junção entre o estado e as grandes empresas, afim de tentar minimizar o número de projetos culturais sem financiamento. E são através de promoções e patrocínios que observamos as participações empresariais.

O Estado na busca de investidores que adotem essa causa, prima por leis que beneficiam pessoas que decidem patrocinar eventos voltados para a área da cultura. De acordo com as leis do nosso país, as pessoas jurídicas que auxilam os projetos culturais podem aplicar impostos de até 6% de renda devido. Já para as pessoas físicas esse percentual é de até 4%.

Leis

Para esclarecer um pouco mais essa questão, abaixo estão listadas leis que regem sobre o incetivo cultural do Brasil:

Na Lei Rouanet ou do mecenato federal (Lei 8.313/91), o patrocinador pode destinar para o projeto, sem nenhum ônus, até 4% do imposto de renda a pagar. O patrocínio pode ser integral e exclusivo (quando os 4% cobre o total do projeto) ou compartilhado. Neste caso o valor total do projeto pode ser rateado entre duas ou mais empresas que também dividirão entre si os benefícios. No caso de pessoa física podem ser destinados até 6% do imposto de renda devido.

Na Lei Mendonça (Lei 10.923/90), válida só no município de São Paulo, o patrocinador pode destinar 20% do imposto devido – ISS ou IPTU – para financiar 70% do valor do projeto. Os 30% restantes devem ser assumidos pelo patrocinador.

É importante ressalta que independente das empresas ou pessoas jurídicas obterem lucros, estarão sujeitas a pagar impostos municipais, tais como ISS e impostos territorial ou predial, além de múltiplas e conhecidas taxas.

Benefícios

A empresa patrocinadora de eventos culturais solidifica uma boa imagem frente à sociedade, através do registro de seu nome e logotipo nos produtos produzidos pelo evento. Ela também dispõe de parte do produto para distribuição entre seus clientes e amigos.

Além de incentivos financeiros, as empresas dão oportunidades a novos talentos e levam a cultura para grande parcela da sociedade. Quanto maior for o acesso cultural, maior será o número de pessoas interessadas, o que despertará ampla participação da sociedade.

Por Rafael Gonçalves

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Uma aula de publicidade e cultura

Maria Aparecida Torrecilhas é formada em Publicidade e Propaganda e em Artes Plásticas pela Ufes. Ela é professora das disciplinas ligadas à Criação Publicitária na UVV desde 2004, orienta a Agência Experimental de Publicidade e Propaganda e coordena o NAU - Núcleo de Audiovisual da mesma faculdade. Especialista em Marketing e publicitária da área de criação, Aparecida já foi consultora de comunicação, com ênfase na área de criação e planejamento publicitários. No último ano, atuou na área de produção cultural, em projetos junto ao Maes - Museu de Artes do Espírito Santo, realizando oficinas. Ela é uma das palestrantes da próxima edição do 3em1 e conversou com nossa equipe para mostrar qual será o seu foco na palestra:

1) Quais são as principais ligações entre Publicidade e Cultura?

A publicidade pode ser inserida entre as manifestações da cultura de massa ou cultura POP, já que é uma expressão típica das chamadas mídias de massa. Se considerarmos cultura como a reunião das práticas, comportamentos, valores de uma determinada sociedade, a publicidade pode ser considerada como um dos elementos constituintes (de certo modo como reflexo), da cultura da sociedade capitalista moderna. Já se falamos do ambiente cultural, no sentido do campo de manifestações de artes plásticas, música, folclore, teatro, dança, etc., costuma-se ver a publicidade como excluída desse contexto, pois lida com a lógica do lucro, vende a imagem de marcas e empresas, tem objetivos mercadológicos, de persuasão e de venda. Nesse caso, dependendo de como é utilizada, pode ser uma ferramenta para a divulgação de ações culturais.

2) Na sua opinião, o tema "cultura" vem sendo abordado dentro da sala de aula das universidades, nos cursos de Publicidade e Propaganda, como um ramo a ser seguido, nesse caso, o de produção?

Não da forma como poderia ser abordado. Os cursos de publicidade ainda focam suas estruturas curriculares na inserção do profissional em áreas tradicionais (agências, veículos, departamentos de comunicação de empresas). Não que o tema cultura em si não seja discutido em sala de aula, mas o direcionamento para a produção cultural acaba sendo feito de forma fragmentada, dependendo, muitas vezes, do interesse espontâneo do aluno. Disciplinas ligadas à produção audiovisual, por exemplo, costumam abrir brechas para esse interesse dos alunos pela área da produção cultural.

3) Como um profissional da área publicitária pode trabalhar no cenário cultural capixaba?

O Espírito Santo, como sabemos, tem uma riqueza cultural ainda não explorada de forma adequada, desconhecida dos próprios capixabas. No sentido mais óbvio, o publicitário pode atuar na construção de estratégias de comunicação específicas para a divulgação das atividades culturais capixabas, tanto dentro, quanto fora do Estado. Mesmo pequenos projetos em parceria com instituições culturais locais podem contribuir para alavancar suas ações, aproximá-las do grande público, aumentando a participação de pessoas no circuito cultural. Falando diretamente do campo de expressão cultural, a produção audiovisual, por exemplo, costuma ser uma área em que o publicitário se sente confortável, pois pode ampliar sua atuação em produções publicitárias, alçando voos ainda mais ousados na produção cinematográfica. Há ainda a possibilidade de participar ativamente da produção cultural do Estado, campo em que o publicitário pode se dar muito bem, devido ao seu senso prático e seus conhecimentos em planejamento, marketing e estratégias de comunicação.

4) O profissional, ao sair da faculdade, está preparado para atuar na área de produção cultural?

Sim e não. Na verdade, quem sai da faculdade pode estar preparando para várias áreas de atuação ou para nenhuma. Depende muito da forma como o aluno enxerga a faculdade e a si próprio. Como nossa área é “atravessada” por diversas áreas de conhecimento (antropologia, sociologia, psicologia, filosofia, artes e outras), cada uma delas pode abrir imensas possibilidades de caminhos a serem seguidos, tanto acadêmicos, quanto no mercado. Como professora, eu vejo que os alunos, muitas vezes, não percebem as oportunidades que perdem durante o curso, por uma visão limitada das possibilidades que cada disciplina pode abrir. Sem dúvida, produção cultural é uma área que se inclui entre essas possibilidades, mesmo que não abordada especificamente na estrutura curricular do curso. Se esse é o interesse do aluno, ele vai buscar subsídios para se preparar para atuar nessa área.

Por Marcelle Desteffani

sábado, 18 de setembro de 2010

10 dicas sobre Marketing Cultural

Está curioso para saber mais sobre Cultura e Publicidade? Separamos 10 dicas de um bom Marketing Cultural pra você ficar por dentro do tema de nossa próxima palestra:

1- O Marketing Cultural é uma estratégia utilizada pelas empresas para que, através de patrocínios a projetos culturais, agreguem valor às suas marcas.

2- O Marketing Cultural é uma vertente do Marketing Institucional das empresas, ou seja: tem a ver com a sua marca, sua identidade e os valores subjetivos associados ao seu nome.

3- O aumento da venda de produtos com o Marketing Cultural não pode (salvo algumas estratégias específicas) ser medido pelos métodos tradicionais. Por exemplo: o Marketing Cultural permite um grande retorno de mídia espontânea, que medido em valores financeiros, com base na tabela de publicidade dos veículos de comunicação, pode superar em até 10 vezes o valor do patrocínio.

4- Não se pode apresentar um projeto para uma empresa (possível patrocinadora) sem conhecê-la antecipadamente. É preciso saber o que ela faz, o que produz e o que já patrocinou. Este perfil de empresas patrocinadoras vai ajudar você a conhecer melhor as empresas.

5- Todo bom projeto é composto basicamente por: uma apresentação sucinta, uma descrição técnica (como vai ser realizado), um orçamento enxuto, um cronograma de execução e um de desembolso, um currículo dos proponentes e técnicos, uma descrição objetiva dos “retornos propostos ao patrocinador” e anexos (bem escolhidos). Mas um dos elementos principais é a carta de apresentação do projeto, que deve ser personalizada, plenamente identificada com a empresa que se pretende transformar em parceira da nossa proposta.

6- Responda rápido. O que é mais fácil: chegar numa grande empresa de petróleo sozinho com seu projeto para buscar patrocínio ou ir acompanhado do proprietário de uma rede de postos de gasolina?

7- Como ser recebido numa empresa para apresentar um projeto? Primeiro: telefone. Você vai se surpreender ao saber que, em muitas empresas, o executivo que decide atende diretamente e marca os encontros. Segundo: passe um E-mail; pode funcionar. Terceiro: busque algum conhecido que trabalhe lá e vá indicado por ele. Mas procure sempre estabelecer um encontro. Nada como olho no olho e cara a cara, para se viabilizar um projeto.

8- Antes de tudo, procure iluminar seu projeto. Lembre-se: um projeto é uma idéia, uma proposta (um sonho) na forma de papel. Como ele ainda não foi realizado, é um produto imaterial, não pode ser testado antes de ser comprado. É preciso que esta idéia, cheia de energia positiva, apareça, ganhe vida e força para acontecer. Registre-a e mostre-a para que ela vá ganhando presença no inconsciente coletivo das pessoas.

9- Não confie muito num patrocinador que estiver interessado apenas em projetos enquadrados nas leis de incentivo e que não deseja nem conhecer o conteúdo do seu projeto. Pode estar certo que mais adiante o seu prejuízo será grande.

10- Todo projeto se viabiliza através de uma Rede de Parcerias. Forme a sua.

Fonte: Marketing Cultural

Por Rafael Gonçalves

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Projetos culturais e as implicações para seus patrocinadores

Aline Yasmin, uma das palestrantes na próxima edição do 3em1, é presidente do Instituto Quorum Produções Artísticas e Culturais, especialista em promoção, eventos e merchandising pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM - RJ) e cursa filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Segundo Aline, as maiores dificuldades da produção cultural no Espírito Santo se concentram nas seguintes áreas: pouca oferta profissional (prestadores de serviços); falta de espaços físicos e de infraestrutura para as produções; pouco espaço para a divulgação dos projetos; o público que, em algumas vezes, é resistente aos novos projetos e concepções e o alto consumo de produções de massa.

Como produtora cultural, Aline ressalta a importância de entender que parte do processo do profissional de publicidade está inserido no contexto da produção de eventos. O planejamento, a divulgação, a necessidade de tornar o projeto viável financeiramente e/ou economicamente são atividades muito semelhantes em sua concepção e operacionalização. O que muda é o produto ou objeto em questão.

Sobre o mercado capixaba, ela diz que “ainda é um mercado em construção. Trabalhar na área de produção cultural é ainda um desafio e ao mesmo tempo uma atividade mítica”.

Apoio à cultura capixaba

Várias são as formas de se apoiar a realização de projetos culturais, como incentivos públicos ou privados, editais abertos, cotas de patrocínio entre outros. Porém, ainda há desinformação dos potenciais apoiadores (falando de empresas) e certa resistência em entender as vantagens do apoio a projetos da área cultural. “Infelizmente a busca de recursos é a maior dificuldade do setor”, comenta Aline.

Em relação à visibilidade, no mercado capixaba, de empresas que trabalham exclusivamente com eventos culturais, a produtora diz que no caso das empresas patrocinadores ou parceiras, elas sempre terão a vantagem de associarem a sua marca a um público específico, a uma mensagem clara que o projeto expõe.

“Infelizmente, os meios de comunicação sempre procuram “esconder” as marcas que viabilizaram o projeto, sejam elas realizadoras ou patrocinadoras. Se o evento ou projeto for bem sucedido, a vantagem é imediata. O contrário também vale, ou seja, o retorno é muito rápido e mais facilmente mensurável uma vez que o contato é direto com o público consumidor (o público alvo)”.

No caso das produtoras, elas estão sempre associadas aos projetos que desenvolvem. Se estes forem realizados com sucesso, se conseguirem se viabilizar, terão a imagem sempre exposta.

Por Alessandra Mariani

O time já está formado

Já estão abertas as inscrições para o próximo encontro do Projeto 3em1, que acontecerá no dia 29 de setembro, às 19h, no Auditório do Centro de Artes da Ufes (Cemuni IV).

O debate terá como tema: Cultura e Publicidade e o nosso time de palestrantes já está formado: Maria Aparecida Torrecillas, professora do curso de publicidade da UVV, Anna Saiter, subsecretária de Estado de Patrimônio Cultural e Aline Yasmin, presidente do Instituto Quorum Produções Artísticas e Culturais.

As três abordagens das palestrantes passam por assuntos como os projetos culturais e como se pensar a imagem desses eventos; a importância deles para as entidades e empresas que adotam como marketing e como eles são trabalhados; além de assuntos teóricos sobre Publicidade e Cultura.

Você não pode ficar fora dessa! Faça logo sua inscrição para garantir sua vaga!

Por Amanda Paganini

Conheça um pouco sobre Marketing Cultural

Você sabe o que é Marketing cultural? Já ouviu falar? Conhece as vantagens? Entende as leis que o regem? NÃO?

Todas essas questões e outras mais serão debatidas no próximo ciclo de palestras oferecidas pelo projeto 3em1, no dia 29 deste mês. Para que algumas dúvidas a respeito do tema possam ser esclarecidas, a equipe antecipará contéudos e dicas para que os interessados fiquem por dentro do assunto:

O que é marketing cultural?
É toda ação de marketing que usa a cultura como veículo de comunicação para se difundir o nome, produto ou fixar imagem de uma empresa patrocinadora. Para se fazer marketing cultural não há fórmula fechada, pois há variáveis que, conforme combinadas, podem resultar numa excelente ação de marketing. O que manda é a criatividade para atingir o público alvo de forma a atender os objetivos de comunicação da empresa com os recursos disponíveis.

Por que as empresas fazem marketing cultural?
Ele vem ganhando força no meio empresarial porque apresenta soluções relativamente baratas a três novas exigências do mercado: 1) necessidade de diferenciação das marcas; 2) diversificação do mix de comunicação das empresas para melhor atingir seu público; e 3) necessidade das empresas se posicionarem como socialmente responsáveis.

O que uma empresa ganha fazendo marketing cultural?
Inicialmente as empresas começaram a investir em marketing cultural porque, devido às leis de incentivo, financeiramente era um bom negócio. Depois, elas compreenderam que essas ações de marketing solidificavam a imagem institucional da empresa e davam visibilidade para a marca. Desse modo, o investimento em cultura pode ser visto como uma oportunidade para as empresas participarem do processo de incremento e manutenção dos valores culturais da sociedade e, principalmente, a possibilidade de construir uma imagem forte e bem posicionada para o consumidor, garantindo a curto, médio e longo prazo sua perpetuação.

Quais as vantagens de uma pequena empresa investir em cultura?
Do ponto de vista financeiro, dependendo do tipo de projeto cultural escolhido, a empresa pode reaver 100% do valor investido, o que seria um bom negócio. Do ponto de vista mercadológico, a imagem institucional dessa empresa e a aceitação que ela tem junto ao seu público alvo são bastante trabalhados, o que contribui para a solidificação e perenização da empresa. Se o marketing cultural vier associado a outras ações de marketing seus benefícios serão bastante ampliados.

Texto extraído do site: Marketing Cultural

Por Rafael Gonçalves