Qual é o grande desafio do negócio de vocês hoje?
Mônica: O desafio de qualquer negócio é estar vivo, feliz e sobrevivendo daquilo.
Daniel: O grande desafio hoje é fazer mais com muito menos.
Como é o espaço no mercado para os publicitários? Está saturado ou há muitas possibilidades? O profissional é valorizado?
Mônica: Quem cava o espaço são vocês. Existem muitas opções para a comunicação no mercado, como o 3D, direção de arte para comerciais, edição, fotografia, etc.
Como está o mercado com relação ao trabalho de ilustração? As agências pagam devidamente este profissional? É muito requisitado nas peças?
Daniel: No Espírito Santo a profissão de ilustrador é muito difícil e não há ninguém que trabalhe somente com ilustração, como em São Paulo. Esse papel tende a migrar para outras áreas, por isso é muito difícil ainda seguir esse ramo da ilustração no mercado capixaba.
Sabemos que os clientes querem “mandar” na escolha da(s) peça(s) para sua campanha. Diante disso, fale da adesão dos clientes às novas mídias e às redes sociais. Eles preferem e cobram estes serviços das agências ou rejeitam e optam pelas peças tradicionais?
Mônica: Os clientes querem cada vez mais saber como funcionam as mídias sociais, desse modo a agência precisa saber usar essa ferramenta com transparência para falar a verdade sobre sua empresa e sobre o seu cliente.
Ruy: Certa vez, procurando oportunidades de emprego no mercado publicitário encontrei uma empresa de cosméticos oferecendo uma vaga para profissional de comunicação em um cargo intitulado “gerente de comunidade”, uma função atribuída para o gerenciamento de mídias sociais, ou seja, o mercado nesse segmento está crescendo (a exemplo do Mobile Marketing). Por isso, o profissional precisa de conhecimento, para abrir novos caminhos e aproveitar as oportunidades.
Não precisamos ir para São Paulo ou Rio de Janeiro. Aqui ainda somos uma província e ainda precisamos fazer a revolução. Nós é que fazemos acontecer e para o mercado capixaba crescer depende da gente. Diante do fato de vários profissionais de nossa área migrarem do Espírito Santo para outros estados (principalmente São Paulo), comente sua experiência de ter trabalhado em São Paulo e se a grana realmente está lá fora.
Daniel: Sempre tive a curiosidade de saber como é e como funciona o mercado da publicidade em São Paulo, por isso fui trabalhar em algumas agências paulistas. Fui para lá pra ter conhecimento do outro mercado e extrair o que tivesse de melhor. Percebi que nesse mercado se ganha muito, mas também se gasta muito. Então não é uma diferença acentuada se comparada ao mercado capixaba. Vocês precisam transformar o mercado para melhor.
Ruy: O mercado capixaba é muito bom. Não é a toa que as agências chegam onde estão. Não importa se o espaço é pequeno, é preciso talento, cavar a oportunidade.
Mônica: Temos (e vamos) fazer as pessoas verem a gente. Cada job é uma oportunidade.
Como se comunicar com os clientes para que aceitem a publicidade sugerida pela agência?
Mônica: Comunicar é também dizer não. Você tem que saber de todas as dimensões para saber argumentar.
A publicidade vem se tornando cada vez mais analítica e metódica. Muitas das receitas hoje em dia estão sendo geradas por sistemas automatizados, a exemplo da AdWords, do Google. Onde entra a criatividade nisso tudo?
Ruy: Alguém já viu uma ideia ruim dar dinheiro? Todas as ideias boas são recompensadas de alguma maneira. Ideia boa é a criativa.
Daniel: Tudo precisa partir de uma ideia, é dessa maneira que tudo flui.
Se o mercado capixaba fosse uma pessoa, como ela seria? Destaque uma qualidade e um defeito.
Daniel: Uma pessoa com grande potencial, mas que tem alguns tabus a serem quebrados, algumas novas ideias a serem exploradas.
Mônica: O mercado capixaba seria um quadro de Salvador Dalí – várias caixas, gavetas e hastes como suporte. Precisamos sair da fragilidade.
Ruy: Uma criança inteligente. A gente fala e ela aprende. Precisamos ensinar direito, pois ela tem potencial.
Por Alessandra Mariano e Larissa Gotardo
Mônica: Comunicar é também dizer não. Você tem que saber de todas as dimensões para saber argumentar.
A publicidade vem se tornando cada vez mais analítica e metódica. Muitas das receitas hoje em dia estão sendo geradas por sistemas automatizados, a exemplo da AdWords, do Google. Onde entra a criatividade nisso tudo?
Ruy: Alguém já viu uma ideia ruim dar dinheiro? Todas as ideias boas são recompensadas de alguma maneira. Ideia boa é a criativa.
Daniel: Tudo precisa partir de uma ideia, é dessa maneira que tudo flui.
Se o mercado capixaba fosse uma pessoa, como ela seria? Destaque uma qualidade e um defeito.
Daniel: Uma pessoa com grande potencial, mas que tem alguns tabus a serem quebrados, algumas novas ideias a serem exploradas.
Mônica: O mercado capixaba seria um quadro de Salvador Dalí – várias caixas, gavetas e hastes como suporte. Precisamos sair da fragilidade.
Ruy: Uma criança inteligente. A gente fala e ela aprende. Precisamos ensinar direito, pois ela tem potencial.
Por Alessandra Mariano e Larissa Gotardo
Ótima síntese pessoal! Ficou muito bacana esse post!!
ResponderExcluirParabéns a todos