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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Experiência capixaba sobre Marketing Político

A próxima palestra do 3em1 vai contar com a participação de Margô Devos, que já trabalhou em Marketing Político no Espírito Santo. Ela conversou com a equipe e deixou um gostinho do que via trazer para a palestra. O primeiro ponto destacado foi a diferença entre marketing politico e marketing eleitoral: “...é necessário desfazer a confusão que muita gente faz entre Marketing Político e Marketing Eleitoral”.

O Marketing Político tem como objetivo a construção de uma imagem de longo prazo, utiliza basicamente as mesmas técnicas do Marketing Empresarial.

Dois instrumentos destacam-se nesta modalidade: O primeiro consiste em um planejamento estratégico baseado em pesquisas para levantamento das demandas prioritárias da população, ou a criação de novas alternativas para a melhoria da vida das comunidades. O segundo instrumento é o bom uso da comunicação integrada para a promoção das idéias, das ações e do dimensionamento dos benefícios.

Já o Marketing Eleitoral, tem como único objetivo angariar o maior número de votos para eleger o candidato. O tempo é delimitado, acaba no dia das eleições. As doações são obtidas com bases nas alianças e propostas. Também neste caso, o uso de pesquisas é fundamental para a vitória”.

A publicitária ainda destaca a necessidade de um Marketing Pós eleitoral: “Existe uma nova modalidade chamada Marketing Pós Eleitoral. O candidato eleito deverá ter uma equipe competente de comunicação para manter a imagem que o levou ao poder e expor uma boa administração do mandato. Ele deve estar preparado para atender as cobranças de seus eleitores, definir suas metas, criar canais de comunicação e participação popular, investir em pesquisas de avaliação de imagem, da linguagem e dos atos, construir suas “marcas” (propostas diferenciais).

Marketing Político no Espírito Santo

Margô explana sobre a mudança de participação dos profissionais em campanhas no Estado. Após a segunda eleição do Governo Paulo Hartung, alguns profissionais passaram a conquistar espaço coordenando campanhas municipais e proporcionais. Estes profissionais, na sua absoluta maioria, são jornalistas que já foram assessores políticos, parlamentares ou trabalharam nas secretarias de comunicação do executivo.

“O publicitário ainda fica limitado à área de criação das peças de comunicação ou dos roteiros de rádio e TV. No entanto, o que se vê hoje, aqui no Estado, é que o domínio que o marqueteiro exercia está diminuindo e as coordenações estratégicas passam a ser compostas por uma equipe reduzida e multidisciplinar”, comenta.

O mercado está crescendo, porém, a maior dificuldade encontrada é contratar uma boa equipe de televisão, principalmente para criar os roteiros. “Não basta uma visão publicitária, mas sim profundo conhecimento da política e interpretação das pesquisas. Outra demanda crescente é a de profissionais competentes na área das mídias sociais”, enfatiza Margô.

Nossa convidada cita o exemplo do presidente Lula constatando que o Marketing é capaz de mudar uma imagem já conhecida e conclui dizendo: “O maior desafio do marketing político é realizar uma leitura eficiente das expectativas dos eleitores e transformá-las em imagem, discurso e ações”.

Quem é Margô Devos?

Graduada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Ufes, com Especialização em Administração de Marketing pela FAAP - São Paulo, Mestrado em História Social das Relações Políticas (UFES) e MBA de Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Margô possui também experiência no mercado de Marketing Político.

Trabalhou na campanha de Paulo Hartung ao Governo Estadual em 2002, e na de Luiz Paulo Vellozo Lucas, para a prefeitura de Vitória, em 2000. Hoje, atua como gerente de comunicação do DETRAN-ES e como professora da pós-graduação Gestão da Comunicação Estratégica, na UVV.

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