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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um bom briefing é o princípio de uma grande campanha


Bruno Reis é redator formado em Publicidade e Propaganda pela UVV, trabalhou por quatro anos na Criativa, dois anos na Nave e está há dois na Aquatro. Além disso, assina a Coluna B, no Caderno 2 de A Gazeta. Ele é um dos palestrantes na próxima edição do 3 em 1, sobre briefing. Bruno conversou com nossa equipe e revelou pontos chaves na elaboração do briefing. Acompanhe:

Qual a importância de um bom briefing?

O briefing serve para nortear a criação de uma peça, campanha, etc. Logo, sua importância é muito grande, sem ele criamos sem referências, sem objetivos destacados. Um bom briefing pode ser o princípio de uma grande campanha.

Qual a importância do briefing para a criação? Como ele ajuda?

Ele dá as coordenadas para que o profissional de criação desenvolva uma ação ou peça que seja certeira em relação aos objetivos traçados pelo cliente. Ele informa o que é preciso ser dito, seja diretamente ou nas entrelinhas, mostra as obrigatoriedades e avisa sobre as limitações.

Você acha que a universidade tem abordado a importância do briefing?

Pra ser sincero, na minha época de faculdade eu mal fiquei sabendo o que significava briefing, (risos). A gente viu muito pouco sobre isso, o curso era baseado na teoria da comunicação e o dia a dia da agência era ligeiramente deixado de lado. Hoje em dia, pelo que percebo conversando com pessoas que atualmente estudam Publicidade, me parece que há uma preocupação maior com esse lado tão significativo da matéria.

O que caracteriza um bom briefing?

Objetividade e clareza, e um texto com informações concisas e bem distribuídas. Um pouco de cuidado com a língua portuguesa também não faz mal a ninguém, não é mesmo?

Em sua opinião, existe demanda suficiente de profissionais no mercado capixaba aptos a elaborar um bom briefing?

Acho que sim. Temos bons profissionais na área. Mas certamente poderia ser melhor. Hoje em dia, muita gente se preocupa em tirar a batata quente da mão, passando para a criação um briefing que, muitas vezes, nem a própria pessoa que o confeccionou entendeu direito. É aquela mania de passar o problema pra frente, ao invés de dar a sua contribuição para resolvê-lo. Mas, honestamente, vejo que isso tem mudado de uns anos pra cá. Há uma conscientização dos profissionais de atendimento sobre a importância de um bom briefing e de trabalhar em conjunto com a criação e o cliente para que seja feito um trabalho mais objetivo, vendedor e bem acabado.

Por Larissa Gotardo e Alessandra Mariani

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